App do Serviço Florestal Brasileiro permite rastrear madeira e ter informações sobre o órgão e as concessões florestais

16_05_31_serviço_rastreabilidade_madeira[1]O aplicativo do Sistema de Cadeia de Custódia (SCC) foi desenvolvido para usuários de aparelhos móveis (celulares e tablets) para a consulta da rastreabilidade da madeira e de relatórios de produção das concessões florestais federais do Serviço Florestal Brasileiro.

O objetivo é conferir transparência sobre as concessões florestais, assim como permitir que os interessados em adquirir madeira rastreada tenham em mãos uma ferramenta fácil de usar, possibilitando comprovar a legalidade e a origem da madeira proveniente de uma floresta pública federal explorada de forma sustentável.

Para a consulta da rastreabilidade, o usuário deverá ter em mãos o QR Code fornecido pelo concessionário florestal referente à madeira em tora que saiu de uma área concedida ou à madeira serrada com origem em uma concessão florestal.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro / Google Play Store

Projeto de casa de madeira visa dar uso a estoques apreendidos pelo Ibama

Fotos: Serviço Florestal Brasileiro – Laboratório de Produtos Florestais

Um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) visa dar destinação social às madeiras apreendidas nos programas e operações de fiscalização do IBAMA, disponibilizando parte dessas madeiras já desembargadas pela justiça, para a construção de moradias destinadas à população de baixa renda na Amazônia.

O desenvolvimento do projeto “Habitação Popular em Madeira”, também denominado de “Minha Casa de Madeira”, iniciou em 2001, quando o LPF ainda era vinculado ao IBAMA. As principais justificativas para o projeto foram:

  • Vocação florestal do Brasil, tendo mais de 50% do território coberto por florestas, sendo o segundo maior país do mundo em cobertura florestal
  • Múltiplas possibilidades de uso dos recursos florestais
  • Utilização de madeira na construção civil aumenta o ciclo de vida do produto florestal, estocando por mais tempo o carbono retirado da atmosfera
  • Existência de déficit habitacional no país
  • Expressivo consumo de energia e materiais para construção de casas de alvenaria tradicionais
  • Existência de estoques expressivos de madeira apreendida pelo IBAMA que podem ser destinados para fins sociais
  • Experiências anteriores bem sucedidas de construções de madeira funcionais com ótimos resultados

O projeto padrão desenvolvido pela equipe do LPF tem 55 m² e consome 7 m³ de madeira serrada beneficiada. Utiliza o conceito básico de pré-fabricação, com uso de painéis, apresentando ganho em escala e economia na construção. O processo construtivo é simples, e o sistema estrutural e construtivo é flexível. As moradias ainda podem ser adaptadas para as diferentes regiões do país, aplicando soluções específicas de conforto ambiental.

Fotos: Serviço Florestal Brasileiro – Laboratório de Produtos Florestais

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro – Laboratório de Produtos Florestais

Coeficiente de rendimento volumétrico de toras para madeira serrada do Sistema DOF muda de 45% para 35%

toras
Foto: IBAMA (ibama.gov.br)

O Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) para conversões de tora em madeira serrada, informadas pelo sistema do Documento de Origem Florestal (DOF), foi reduzido de 45% para 35%. Continue Lendo “Coeficiente de rendimento volumétrico de toras para madeira serrada do Sistema DOF muda de 45% para 35%”

Mudas são como bebês, e bebês “valem” árvores

Mudas são como bebês, que necessitam cuidado constante. Pensando nisso, e também com a crescente preocupação com a sustentabilidade, vários municípios brasileiros plantam uma muda de árvore a cada bebê que nasce. Pelo menos 17 municípios têm programas com essa iniciativa.

Com o nascimento da minha filha caçula no mês passado, pensei em traçar nesse post um paralelo entre bebês e mudas, porém com enfoque nas semelhanças entre os dois “seres”.

Quando fui fazer a pesquisa sobre o assunto, para avivar as ideias, me deparei com várias informações de municípios brasileiros em que os bebês nascidos “valem” mudas. Ou seja, a cada bebê que nasce, a prefeitura é responsável por plantar uma árvore.

O paralelo entre bebês e mudas é natural. Mudas são como bebês, que necessitam ter cuidado constante, com presença de alguém com experiência ao lado para que elas possam ter a menor taxa de mortalidade possível.

Por outro lado, com a crescente preocupação com a sustentabilidade e a fixação de carbono para mitigar o efeito estufa e as mudanças climáticas, vários municípios brasileiros estabeleceram políticas para plantar mudas de árvores em número equivalente ao de nascimentos ocorridos.

Numa pesquisa rápida que fiz, consegui encontrar 17 municípios que têm essa iniciativa, cada um com sua metodologia. Mas o que todos têm em comum é o despertar do senso de responsabilidade e respeito para com as árvores e outros seres vivos que esses bebês vão ter ao se tornarem adultos.

Se você souber de algum outro município com programa similar, por favor deixe seu comentário que vou atualizando a lista.

ESTADO

MUNICÍPIO

Espírito Santo Guarapari
Minas Gerais Diamantina
Nossa Senhora dos Remédios
Passos
Varginha
Paraná Clevelândia
Rio de Janeiro Itaperuna
Rio Grande do Sul Passo Fundo
Tramandaí
São Paulo Guaratinguetá
Ituverava
Martinópolis
Penápolis
Santiago
São Caetano do Sul
São José do Rio Preto
Sorocaba

Resíduos de exploração florestal viram móveis na Flona do Tapajós

Foi inaugurada na última quinta-feira (16) uma movelaria na Flona do Tapajós, em Belterra – PA, que utiliza como matéria-prima galhos de árvores que anteriormente eram considerados resíduo. Excelente iniciativa visando maximizar o aproveitamento dos recursos florestais.

Uma fábrica de móveis com um galpão de 250 m² foi inaugurada nessa última quinta-feira (16) na Flona do Tapajós, visando utilizar os galhos das árvores que normalmente são desperdiçados ou subutilizados no processo de manejo ou exploração florestal usualmente empregado na Amazônia. Na maior parte das vezes a madeira dos galhos é simplesmente deixada na floresta ou gera produtos menos “nobres”, como carvão. A unidade é localizada no município de Belterra – PA, região de Santarém, no oeste do estado.

Segundo pesquisas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) realizadas no local, a cada 10 m³ de madeira em tora, 3,8 m³ de resíduos podem ser aproveitados para a movelaria.

Essa é a primeira unidade moveleira da Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona), e vai trazer trabalho e benefícios econômicos para os cooperados e para a região, gerando ao menos 15 empregos diretos.

Entre os móveis que serão produzidos estão jogo de mesas, portas, janelas, dormitórios e armários, que terão como destino tando o mercado interno como o externo.

A Coomflona já é conhecida pela produção de objetos e móveis de decoração produzidos artesanalmente, bem como diversos outros produtos, cujo portfólio pode ser acessado aqui.

Essa é uma excelente iniciativa, pois visa maximizar o aproveitamento dos recursos florestais, num setor em que ainda ocorre muito desperdício de madeira.

Fonte: G1 Santarém e Região.

O potencial de geração de energia elétrica a partir de biomassa e os incentivos para fontes alternativas

O Brasil tem capacidade de geração de energia a partir de biomassa equivalente a três usinas hidrelétricas como a de Belo Monte. Esse potencial não é aproveitado e faltam estudos e investimentos na área. Um dos incentivos ao setor vem das condições de financiamento praticadas pelo BNDES, com altas participações em Taxas de Juro de Longo Prazo (TJLP).

O Brasil tem capacidade de geração de energia elétrica a partir de biomassa equivalente a três usinas hidrelétricas como a de Belo Monte. Todo esse potencial ainda tem nível de aproveitamento incipiente e faltam mais estudos e investimentos na área.

Um dos incentivos vem das condições de financiamento praticadas pelo BNDES para o setor elétrico, atualizadas no final de 2016. Para biomassa e cogeração a participação do BNDES em Taxas de Juro de Longo Prazo (TJLP) foi mantida em 70%, mas para energia solar essa participação aumentou de até 70% para até 80%.

As seguintes participações do BNDES em Taxas de Juro de Longo Prazo (TJLP) são previstas atualmente para esses tipos de empreendimento, com condições alteradas para contribuir na ampliação de fontes alternativas de energia e direcionar investimentos para projetos com alto retorno social e ambiental:

  • Energia solar – aumentou de até 70% para até 80%;
  • Eficiência energética – mantida em até 80%;
  • Iluminação pública – mantida em até 80%;
  • Energia eólica – mantida em até 70%;
  • PCHs – mantida em até 70%;
  • Biomassa e cogeração – mantida em até 70%.

Por outro lado, o BNDES diminuiu a parcela de TJLP para grandes hidrelétricas de 70% para 50%, visando estimular financiamento privado para novos financiamentos nessa área.

O banco também deixa de apoiar investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, maiores emissores de poluentes hoje na matriz brasileira.

Essas novas condições estabelecidas pelo BNDES, priorizando estimular investimentos em energia solar, se dá pelo fato de se tratar de tecnologia em fase inicial de desenvolvimento no país, demandando incentivos para alcançar economias de escala e maior competitividade.

Na linha de eficiência energética, essas condições visam fomentar investimentos em modernização de equipamentos, instalações e processos industriais, pela necessidade de aumentar a economia de energia no país e de se melhorar os serviços oferecidos e a maior proteção ao meio ambiente.

Fonte: Rede Juruena VivoAgência Gestão CT&I

O Brasil precisa desenvolver mais fontes de energia elétrica

A biomassa representa 7% da matriz de energia elétrica do país. Há um enorme potencial ainda por desenvolver nesse campo, levando-se em conta que há grande disponibilidade de recursos que muitas vezes acabam desperdiçados.

Bárbara Costa e Mariana Fernandes escreveram um artigo onde analisam a matriz brasileira, demonstrando que a diversificação traria mais eficiência ao sistema. Veja mais aqui.